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A Pussy que a Pariu

Minha vida com Pussy Jane (por Fernanda Nardy Bellicieri)

Postado dia
16/11/2019

Pois é… Foram anos de lida com minha ineficiência autoral em relação à própria vida (creio que seja o estigma de muitos, sobretudo dos autores) e, após letras e lágrimas derramadas, quase que em   mesmas   proporções   e,   claro,   muitos   momentos   de indignação, diria, cômica, afinal todo drama tem seu contexto tangente à piada…

Foram anos, até que, inesperadamente, de um repente inexorável, surge-me Pussy Jane…  Allsteam,  a  todo  vapor,  a  cantar-me  as  ideias,  a  poupar-me aflições  e  a  tirar-me  do  caos  ocioso  de  sentir-me  apenas Fernanda.

Pussy  Jane  era  única  e  há  praticamente  uma  década,  tem  tomado-me  de  assalto.  Tanto  que  já  passa,  aos poucos, à  autora…  Será  que  é  ela  quem  me  escreve  as linhas? Talvez…    E    talvez    seja    assim    com    qualquer personagem… E  já  aceito,  não  há  como negar:  meu  estigma são os muitos personagens.

Paulatina   e   sorrateiramente,   Pussy   Jane,   esse   vislumbre freudiano  de  alterego  foi  tornando-se  texto,  depois  livro, depois  corpo,  depois  site  e  depois…  quem  sabe  o  que  mais Pussy Jane irá escrever em minha história?

Foi  assim  que  uma  publicitária  frustrada,  com dons  filosóficos,  neuras  alimentares,  traumas  emocionais,  viciada  em terapia  e  auto-análise  (essa  é  Pussy,  ok?)  tomou-me  rédeas em parágrafos  ensinando-me, entrelinhas, a lidar com meus medos,  sonhos,  pesadelos  e  impulsos.  

Pussy  é  uma  ótima companheira! E confesso: terapeuta.

Em  um  Globo  de  Ouro  desses,  ouvi  Stallone  agradecendo  a Rocky   Balboa   pela   bem-sucedida   parceria… Tenho   que admitir, Pussy Jane também tem um bom jab de direita. É, preciso agradecê-la e render-lhe créditos pelos meus talvez melhores momentos, por bem ou por mal…

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